28 março

Tudo muda o tempo todo

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A ideia de ter a mobília toda móvel não é opcional na minha casa. Ou melhor… nas minhas casas. Já nem sei por quantos endereços passei, mas a mobília segue comigo. Em cada casa, uma nova aventura. Literalmente. Quer um exemplo? As prateleiras que hoje acomodam a louça na minha cozinha (que não é essa da foto) já guardaram livros em um escritório montado duas casas antes da que moro hoje. Tenho também um livreiro garimpado na feirinha da Benedito Calixto, em SP, que já serviu de estante para os livros de culinária na sala de jantar e, hoje, ocupando o mesmo posto de acompanhante da mesa de seis lugares, guarda pratos, toalhas de mesa, jarras… Semana passada mesmo, no meio de uma foto produzida na minha sala de estar, a poltrona – que há anos fazia par com o sofá – foi parar no quarto. Ficou tão bom ali que não tive coragem de devolvê-la para o lugar original durante a arrumação final. 

A mesa de jantar já migrou da sala para a cozinha em um endereço antigo. Mesinhas de centro vivem brincando de dança das cadeiras pela casa inteira. Um armarinho que hoje serve de suporte para os cosméticos no banheiro já teve seus dias de toalheiro em outro CEP habitado pela minha pessoa.

Tudo isso para dizer que a nossa vida muda o tempo todo. Como, então, ter coragem para optar por peças que permaneçam no mesmo lugar durante uma vida inteira? Eu não tenho. A foto que ilustra este post me lembrou dessa marca-registrada da @casadachris: mobília andante, mutante e, quase sempre, com muita história para contar #vintage #mobiliasolta #novosusos

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