01 abril

No mínimo, o máximo!

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Confesso que meu coração bate forte quando misturas como esta surgem na minha frente. Talvez sejam as lembranças da vó Luiza – que também adorava um mix and match exuberante na decoração e caprichava pra valer na intensidade das cores. Talvez um lado hippie de quem teve os primeiros registros de imagem implantados no cérebro nos anos 1970? Dizem que as crianças absorvem e carregam pra sempre tudo o que veem na primeira infância, portanto… Também pode ser um encosto da minha tia Adelaide, dona de um apartamento decorado nos anos 60, mas cheio de referências dos 1930 e 1940. Ela tinha alma de diva do cinema pré-Technicolor. Vestia-se como uma Katharine Hepburn dos trópicos. Talvez por isso gostasse tanto de misturas exóticas de estampas, de mobiliário e bibelôs com um pé no Oriente, de tecidos fluídos nas janelas. Talvez seja apenas eu sendo eu mesma e gostando de combinações abusadas e exibidas por natureza. Tudo isso para dizer que quando a gente bate o olho em alguma imagem e se apega logo de cara, é sinal de alguma coisa ali tem a ver com alguma coisa que mora muito no fundo da nossa alma. Talvez seja esse o melhor indicativo de estilo que se conhece. Se você anda em dúvida sobre o que quer para a sua casa, experimente observar mais. Guarde referências sem pensar em critérios estéticos ou no que os “outros vão pensar”. Apenas experimente descobrir o que realmente faz sentido para você.

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