13 janeiro

Precisamos falar sobre a beleza das imperfeições

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Vira-e-mexe eu volto a esse tema: a beleza das imperfeições. Pois hoje, ainda nos embalos da estreia em um ano novinho em folha, achei bem boa a escolha deste post. Demorei um tempo para perceber que ambientes certinhos me causam certo desconforto. Já os que parecem um tanto castigados pelo tempo, com sei lá quantas memórias impregnadas na tinta da parede, me dão a clara noção da palavra pertencimento. Não sei explicar direito, mas é uma coisa “de pele” mesmo. Gosto demais de lugares vividos, que deixam suas marcas registradas em quem resolve investigar o espaço, nem que seja apenas de passagem. Lugares com marcas, histórico de festas, marcas de pés, riscos na madeira são feitos sob medida para quem não teme o desconhecido e aprecia boas maneiras de combinar o velho (e às vezes muito charmoso) com a novidade mais quente do momento. Gente que gosta da aventura de escolher as melhores peças, criar as combinações de cores mais abusadas. Pessoas assim também não levam desaforo pra casa e, ao menor sinal de repúdio alheio (nossa, como você consegue viver com essas paredes descascadas, esse piso riscado, essa mesa que não vê um óleo de peroba há décadas?), respondem com a mais deliciosa das gargalhadas.

 

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