17 novembro

Pequenas alegrias festivas

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Quando faço festa em casa tenho sempre vontade de me repetir. Gosto de receitas que já nascem favoritas: mousse, bolo de chocolate, uma carne assada no forno. Mas na hora que começo a escrever o cardápio, trato logo de inventar uma moda nova de acordo com a ocasião. Um tempero mais incrementado para o sanduiche de pernil servido com pão francês fresquinho, com a casca ainda crocante do forno, um recheio de bolo inédito para combinar com o pão-de-ló que não pode mudar nunca. Experimento um jeito diferente de servir os salgados e arrumo a mesa de doces misturando ornamentos velhos conhecidos com algum item novo, desses que a gente tira da gaveta como se fosse um coelho escondido no fundo da cartola.

Algumas coisas, porém, não mudam nunca. A alegria de encontrar sobre a bancada da cozinha em dia de festa uma fatias gordas de torta de liquidificador ainda morninha.  Outro dia vivi esse prazer da baixa gastromia na abertura de uma exposição de arte. Eu e minha cunhada, numa noite fria, felizes por encontrar cumbucas com sopa de mandioquinha pelando e bandejas repletas de quadrados de torta feita no liquidificador.  Canapé algum no mundo supera o conforto imeditato de uma boa TL. Feita com farinha, ovo, leite, uma lata de atum talvez, a seleta de legumes em conserva com toda certeza.

Em homenagem a esse momento lindo, resolvi incluir uma TL clássica no menu da próxima festa. Alegria compartilhada vale por duas, não é mesmo?

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