28 agosto

O novo (velho) chique

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Já faz tempo que nutro apreço pela mistura boa de velho com novo. Não estou falando da clássica mistura de móveis de época com elementos contemporâneos. Mas sim do velho mesmo, detonado, cheio de marcas do tempo, ferrugem assumida, descascado escancarado, furo aparecendo + peças tão exuberantes como o vaso dourado da imagem que ilustra este post ou a coleção de pratos com paisagens pendurada na parede propositalmente podrinha. Isso é o que podemos classificar com o novo (velho) chique. Um estilo que aparece muito claro nas imagens dos estúdios e lojas de decoração mais bacanas da cidade. E também nas casas de que já entendeu faz tempo o espírito da coisa: valorizar as marcas do tempo em composições refinadas. Muito mais interessante do que ambientes 100% novos em folha ou quase que integralmente vintage, o que tira metade da graça da coisa toda do decorar, misturar, criar novas maneiras de usar relíquias que podem já estar na sua casa ou garimpadas em depósitos cheios de coisas que aparamentemente ninguém mais quer. Outro dia mesmo estava procurando uma estante de metal para um projeto que estou desenvolvendo na casa de uma amiga. Encontrei o que ela queria: estantes novas e coloridas. Mas fiquei com vontade de levar pra casa pelo menos meia dúzia de peças com mais de 40 anos de estrada, velhinhas que só – e charmosas como nenhuma do momento pode ser. Então fica o desafio: vamos combinar mais? Olhar com outros olhos o que, por convenção social, aprendemos a achar que não tem valor algum?

 

 

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