26 fevereiro

Crie espaços de prazer

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Esqueça fórmulas prontas. Nossa casa não é vitrine de loja de decoração. Muito mais relevante do que ter o sofá da casa da família rica da novela das oito é ser o feliz proprie- tário de um sofá que você ame. O mesmo vale para a espessura do tapete, a cor das cortinas, o tipo de iluminação que irá escolher. A única regra decorativa em que acredito é: “Sinta-se bem no próprio espaço”. Para mim, um tapete em que eu possa me esparramar para assistir a um filme é mais necessário do que um sofá extrafofo. Para você, pode ser que uma luminária incrível signifique mais conforto do que uma dúzia de travesseiros sobre a cama. Na hora de decorar, pense: “Do que eu gosto mesmo?”. Escrevo isso porque é muito fácil cair em armadilhas no momento de comprar tanto a mobília quanto os acessórios da casa. É comum nos empolgarmos com a beleza de uma poltrona que, no dia a dia, simplesmente não funciona. Comprar pelo simples impulso da repetição é outro risco. Um exemplo? Investir em armários embutidos que custam fortunas quando o que você deseja mesmo é uma cozinha com jeito de fazenda, repleta de peças avulsas de madeira. Entende o que quero dizer? Por isso, leitor querido, conse- lho de amiga: compre apenas aquilo que adora, o que tem vontade de ter. Mais vale um edredom de pena de ganso para confortá-lo em noites gélidas do que dez enfeites que não lhe dizem nada espalhados pelas mesinhas da sala de estar.

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