19 abril

Casa mutante

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Não sei você, mas eu adoro uma mudança! Por isso brinco dizendo que minha casa é mutante. Tudo, o tempo todo, muda de lugar. A cena que ilustra este post, por exemplo, não existe mais. Foi a primeira versão do espaço que batizei como garagem-bistrô. Além dessa mistura boa de objetos antigos nas paredes e no mobiliário, ali costumavam rolar almoços e jantares em clima de restaurante pop francês, com direito a som de vitrola e tudo. Isso foi há uns três anos, logo que mudei para a casa em que vivo hoje. O tempo passou e o espaço virou estúdio para um trabalho que está prestes a ir para o ar (tcharam!!!). E o que era uma grande e bonita confusão virou um ambiente com paredes claras, móveis brancos, decorado com peças modernas misturadas com outras de ares industriais. Ficou novamente lindo, mas completamente diferente. Tão distante da proposta inicial que o lugar dos almoços e jantares festivos mudou para a sala, também completamente repaginada depois de uma sessão de “arrasta-móveis”.

Para algumas pessoas, mudar uma almofada de lugar é uma questão tensa… Para outras, a mudança faz parte da brincadeira de morar, de viver e de descobrir novas possibilidades para um mesmo espaço. As peças podem ser as mesmas mas, se dispostas de uma maneira inédita, ganham outra dimensão e outro propósito. Gosto disso. Caso você se encaixe do grupo das pessoas que gostam de tudo no mesmo lugar, tudo bem também. Afinal de contas, o ritmo das mudanças é a vida que nos mostra. Às vezes, é preciso deixar tudo como está enquanto vivemos revoluções internas. Às vezes é preciso mudar o cenário para aquietar a mente e criar espaço para revoluções que vão além dos pensamentos.

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