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Desde que me lembro por gente, tenho amor por tudo o que tem a ver com o universo doméstico. Minhas casas de Fofoletes eram incríveis, feitas em caixas de sapato com recortes perfeitos para janelas e portas, mobília caprichada, cobertores de tecidos fofos sobre as caminhas feitas com embalagens de fósforos. Minhas Susis e Barbies também se davam bem. Tinham pufes com ares retrô na sala de estar, louças ótimas feitas com tampinhas de refrigerante, copinhos de tampas de pasta de dentes, abajures muito modernos, criados a partir de tampas de xampu Colorama e de Confort - naqueles anos não havia muitas marcas de produtos para lavar o cabelo, muito menos de amaciantes de roupas, por isso a licença poética para citar marcas à vontade. A vontade de cuidar da casa, de falar sobre esse assunto, de testar novas receitas só foi crescento com o tempo. Não por acaso há seis anos publiquei meu primeiro livro e estreei esta Casa – que já é sua também, você sabe. Não por acaso consigo avistar bons ventos soprando nessa área. A Casa Cor nunca foi tão grande (este ano terá ainda mais temas que o ano passado), nunca a decoração esteve tão em pauta em conversas casuais entre amigos. Lojas como a Doural, na 25 de Março, nunca tiveram um sortimento de utilitários domésticos e afins tão caprichado (e requintado!). Home centers começam a repensar o conceito de fazer compras para o lar-doce-lar (esta semana a C&C anunciou mudanças radicais no modo de vender e atender a clientela que ali aporta em busca de produtos tão variados quanto canos e liquidificadores). Marcas poderosas de eletrodomésticos importados começam a montar lojas bacanas por aqui, como já é costume em muitos países de primeiro mundo. E marcas famosas, e já conhecidas do público brasileiro, apostam em inovações cada vez mais interessantes para aguçar consumidores de artigos para casa velhos de guerra e também os de primeira viagem. Comprar uma torradeira com design do tipo sonho de consumo é tão cool quanto investir em um par de sapatos novos. Isso sem falar no universo dos enxovais. A parceria Zêlo + Alexandre Herchcovitch é uma das mais festejadas nessa área. É possível garimpar edredons e toalhas de fino trato em hipermercados, e assumir a compra com orgulho. Até lojas tradicionalmente conhecidas pelas roupas e acessórios começam a se empenhar na valorização da sessão de cama, mesa e banho. As novidades da Riachuelo (que ilustram este post) não me deixam mentir. Peças para "vestir" a casa, como já citei algumas vezes por aqui, antecipando o que agora parece ser uma tendência que veio para ficar de vez. Estou na torcida, porque os ganhadores, no final das contas, somos todas nós, certo?
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