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Nos últimos dias só consigo pensar em movimentos que me coloquem na direação de ações e realizações rumo à delicadeza. Hoje de manhã, enquanto lia as novidades do Decor 8, vi um post sobre a stilist Lo Bjurulf e tive ainda mais vontade de escrever sobre esse tema. Atualmente ela realiza um trabalho em que utiliza as peças básicas da Ikea para criar ambientes inspiradores, quase de sonho. Não há pessoas nas fotos, apenas objetos e roupas. Mas, olhando para cada clique, você consegue se imaginar ali, naquela cena, de acordo com seus desejos mais urgentes. Eu tenho desejo de delicadeza neste momento. E como tudo nesta vida é sincronizado, enquanto escrevo este texto, meu vizinho ouve no máximo volume uma trilha sonora das mais românticas, com direito a clássicos do cancioneiro italiano e tudo mais. Não sei se ele está apaixonado ou com uma dor-de-cotovelo daquelas. Mas por alguns instantes me senti aliviada por ouvir música e não mais outra notícia horrível do noticiário nacional. Não sei se vocês concordam comigo, mas estamos sendo bombardeados por cenas chocantes, catástrofes naturais, crimes grotescos e, aos poucos, sentimos um mal-estar coletivo no ar. Um Prosac, por favor! É o que leio nos pensamentos das pessoas com quem cruzo nas ruas, tentando aliviar os pensamentos nessa onda de mal-estar coletivo. Então, proponho a partir de agora não que fiquemos alienados. Nada disso. Mas que cada um de nós arrume um tempinho para se curar das feridas do mundo. Um carinho básico, sabe como? Comece pela casa, sempre o melhor lugar para planos mirabolantes e exercícios diários de fofura com você mesmo. A história das flores, dos perfumes, dos mimos. Mas se for preciso, fuja. Vá ver o mar, tomar um pouco de sol, respirar ares que sejam capazes de dar um alívio nessa dor que acabamos sentindo por todos. Organize uma set list nova para o seu i-Pod ou coloque um disco que não ouve há muito tempo na vitrola. Ande de bicicleta, corra uma hora por dia, ande pelo bairro, respire fundo quantas vezes for necessário. Sem esses refrescos diários, ninguém aguenta. Acho que sempre vale um esforço extra para se reconectar com este mundo e, principalmente, com seus sonhos.
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