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A primeira vez que tive a oportunidade de pisar em um jardim japonês, achei que estava dentro de um sonho. Cores, formas, cheiros, as carpas... Era tudo tão diferente, tão lindo, tão espetacular que, tenho certeza, ser uma das cenas que nunca mais vou me esquecer. Ainda mais porque, durante dois anos, virei uma espécie de andarilha descontrolada de parques japoneses. Tinha um no meu bairro, Komagome, que virou "meu" durante as muitas manhãs em que pecorri suas alamedas. Parque japonês é como uma extensão das casas das pessoas. Comigo não foi diferente. Era para o "meu" parque que corria na primavera - para fazer piquenique sob as cerejeiras em flor. E também ali que colocava todos os pensamentos no lugar entre o colorido das folhas do outono - koiyo, o nome que, alguns anos mais tarde, coloquei no meu gato. Saudades dos dois: dos parques japoneses e do gatinho, que já se foi. Para ter uma amostra dessa experiência sem sair de casa, o livro "Jardim japonês - a magia dos jardins de Kyoto" (Editora K, R$ 159) pode ser uma ótima pedida. O autor é o arquiteto e paisagista Sarkis Sergio Kaloustian, que mergulhou de cabeça nos jardins da antiga capital nipônica durante os 4 anos de pesquisas que resultaram no livro. O lançamento será no dia 11 de dezembro, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.
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