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Gosto muito de supresas e, nesse quesito, a semana tem sido farta. Isso porque resolvi mudar o itinerário da minhas voltinhas matinais. Agora, com carrinho de bebê, é preciso escolher melhor a rota. Não pode ter muita ladeira, muito buraco, muita fumaça... Missão complexa em São Paulo, mas tenho me virado bem. Incrível o que enxergamos de novo quando decidimos pegar a estrada por um outro atalho. Semana passada encontrei um mercado que fez com que me sentisse em algum país distante. Uma volta ao mundo dos sabores: varenikes, doces de maçãs, bagels e outros pãezinhos deliciosos não tão fáceis de encontrar por aí. Esta manhã tive o prazer de entrar em uma espécie de túnel do tempo. Uma vendinha como as que costumava frequentar na minha infância. Precisava comprar pepinos e maçãs. Entrei sem muita cerimônia e logo fui fisgada pelas mistura de aromas: Omo, biscoito de polvilho, banana, cebola, chocolates, bolachas recheadas... Tudo misturado e muito familiar. Quando tinha uns 10 anos de idade fui incumbida de algumas tarefas do lar. Uma delas era ir ao mercadinho buscar uma lata de atum, um pacote de farinha ou algo mais que faltasse em casa em momentos de emergência – tipo no meio do preparo de um bolo. Achava o máximo aquela mistura toda. Tão democrático, e, principalmente, tão fácil. Imagine quanto tempo eu levaria para fazer a mesma compra no supermercado? Na vendinha durou cinco minutos. O tempo de olhar, ter um momento de nostalgia e, de quebra, arrematar um pacote de biscoitos Mirabel estrategicamente posicionado sobre o balcão. #coisasquesoocomerciodebairrofazporvoce
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