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Blog da Casa da Chris

02/03/2012

Feito em casa



  • Escrevo semanalmente no Blog da Tecnisa já faz alguns anos. De vez em quanto, “roubo” algum post favorito publicado por lá para dividir com vocês nesta casa.  Quem quiser ler mais, pode visitar a página da construtora, que acaba de ganhar uma versão novinha em folha. Abaixo, um dos textos postados recentemente por lá:


    Tenho achado tudo o que é feito em casa melhor, mais barato e, acima de tudo, especial. Sucos, por exemplo. Na prateleira o supermercado você encontra uma infinidade deles. Mas quantos são, de fato, bons? Duas ou três marcas, no máximo. Geralmente orgânicos ou importados e, portanto, mais caros. Que tal trocar por uma semana a caixinha por frutas frescas? O método você decide: espremedor, liquidificador, centrífuga, processador. Cada um desses equipamentos rende um suco diferente – todos gostosos, sem aditivos e muito mais em conta do que a versão caixinha. E não vale dizer que não tem tempo. O que são cinco minutos a mais se é para começar o dia experimentando algo realmente saboroso?

    Com as geleias acontece o mesmo. Feirinhas e mercados orgânicos crescem a cada dia. Que tal então provar um sabor novo por semana? Mirtilo, framboesa, amora, morango, limão-cravo… Cada uma dessas frutas acrescida de um pouco de açúcar (preferencialmente orgânico), vira uma geleia das melhores e pela metade do preço do pote que você arremessa no carrinho sem ao menos ler o rótulo. Isso sem mencionar o perfume da geleia sendo preparada no fogão de casa. Divino!


    Confeccionar as próprias capas de almofadas em vez de pagar 200 reais por um exemplar mais ou menos também me parece boa ideia. E criar ornamentos exclusivos com suas relíquias favoritas? Pequenos jardins nas xícaras da avó ou uma parede inteira forrada com as ilustrações do livro que marcou sua infância. Acho bacana. Tenho amigos que vão mais longe. E começam a tomar gosto pela criação dos móveis da casa. Há cursos de marcenaria que valem tanto quanto alguns meses de terapia, garanto. Criar lindos arranjos com flores secas entre folhas de papel e seda é uma prática que geralmente rende bons efeitos cenográficos em casa.


    E tem mais: não há limites para criar o que quer que seja no seu lar-doce-lar. Fica a dica para comprar menos e fazer mais. Tendência em alta no momento.


    * Foto Pinterest

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02/03/2012

Festa de aniversario


  • Às vezes acontece. Nada sai conforme o planejado. Dia 01 de março é aniversário da Casa da Chris. Oito anos o ar! Queria ter feito bolo, apagado velinhas e enfeitado tudo por aqui com flores. Infelizmente o blog ficou fora do ar justamente no dia da festa. Mas em vez de lágrimas sentidas, prefiro dividir com vocês a alegria que é escrever este blog diariamente. A cada dia gosto mais de inventar novas maneiras para deixar nossas casas e nossas vidas mais divertidas e interessantes, dos comentários que vocês deixam por aqui (posso não responder todos, mas leio com amor cada um deles), de dividir experiências que são tão minhas quando de vocês.

    A partir deste blog, nasceram livros (são quatro até agora, mas logo virão mais!),  trabalhos para a tevê, textos sobre casa, decoração e bem viver para outros veículos. Me orgulho de cada palavra escrita, cada momento de tensão pensando: será que isso vai dar certo?  E também de cada leitor que se identifica com o meu trabalho.
    E pensar que tudo começou com uma casinha de papel onde moravam algumas Fofoletes...

    Obrigada a todos vocês, leitores queridos. E sorte para todos nós neste dia festivo (apesar de um tanto caótico) na Casa da Chris!

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02/03/2012

Fora do ar

  • Estivemos fora do ar por problemas técnicos. Pedimos desculpas a quem bateu nesta porta e não encontrou ninguém em casa...

     

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28/02/2012

O melhor da semana

  • Madeira reciclada, corações em toda a parte, estampas lindas, aventais retrô e inspiração de sobra. Esses foram alguns pontos que me fizeram parar para prestar a atenção durante uma voltinha pela Craft Design, uma das muitas mostras de decoração que estiveram em cartaz na cidade até esta semana.

    Gosto de eleger favoritos em vez de apontar tendências. Mesmo porque não acredito muito que algo que está na moda possa pontuar a decoração das nossas casas. Casa com alma é atemporal. Tem o que a gente gosta, o que faz sentido para cada um.

    Para a minha casa, eu levaria os botões que servem de suporte para copos e os suportes para panos de prato com formato de liquidificador de antigamente - os dois da festejada Jaya.

    Também não nego meu amor pelos aventais da Flo di Pá (o que ilustra este post é uma versão para meninas, desmaio rápido...) e pelas lancheiras térmicas da Tupá, que logo mais mostro por aqui.

    Arrancaram suspiros peças de madeira certificada ou reciclada, como a luminária-casinha-de-pássaros da Mercatto Casa, o banco da Recycled e os lindos soldadinhos da Lots of Me, embalados em caixas que lembram as de chocolates - daqueles bem bons.

    Os corações mais lindos surgiram nos bancos da Mercatto Casa e nos pesos de papel da Hoc Die - apesar de a marca garantir, bem-humorada, que o amor nunca é um peso.

    As estampas mais lindas? Para mim estavam todas no estande da Ad Libitum, importadora de marcas como a holandesa Pip Studio.

    Também encontrei boas novidades nos espaços da A de Aurélia (aguardem...).

    E gostei demais das bolsas para compras da Sacoleria. Agora é só esperar todas essas lindezas aportarem em uma loja de decoração perto de você, o que deve acontecer já nos próximos dias.

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27/02/2012

Vida simples

  • Confesso que sou urbana demais. Criatura da cidade, cultivada em quintais de lajotas. Contava estrelas nos livros, assava bolos no forno elétrico de brinquedo. Bichos, fora o cachorro e o canário, só de pelúcia. Infância muito feliz, diga-se de passagem. Mas o resultado dessa urbanidade toda é que hoje sou uma caipira da cidade. Fico feliz igual criança de dois anos quando vejo uma galinha. Se ela vem comer na minha mão então, só falta levantar os braços de alegria.

    Forno à lenha pra mim é luxo. Como luz de velas, céu estrelado e pé sujo de terra vermelha. Adoro tentar adivinhar os nomes dos temperos fora dos vidros do supermercado ou dos maços da feira.

    Começo a ficar boa nisso. Mas ainda me supreendo com algumas descobertas. A mais recente: reconhecer as diferenças anatômicas das folhas de alfazema e de lavanda. Diziam que era tudo a mesma coisa e eu, tola, acreditava.

    Cavalo, vaca e sapo, desses bem gorduchos, acho um deslumbramento de perto. Sempre enxergo todos bem maiores do que nas minhas lembranças infantis, de pessoa que nunca sabia direito como desenhar gente ao lado dos bichos. Será que ficou pequeno ou grande demais?

    Secar a louça no sol, abrir janela que não tem vidro, esquentar o pão na bancada do fogão à lenha. Luxo. Só isso a dizer.

    No quesito decoração, acho uma festa elencar tabelas de cores favoritas espiando o musgo das pedras de pertinho ou catando pedra no rio depois de lavar os cabelos sem xampu, nem creme rinse. Naturalmente glamourosa. Já experimentou?

    E descobrir como se fazem as coisas? Não sabia, por exemplo, que precisava de uma engenhoca tão grande para transformar grão de milho amolecido na água em farinha de milho grossa, daquela boa para cozinhar cuscus paulista.

    A estética do campo é um luxo. Vale a pena repetir. Na garagem, só os básicos: bota, lâmpada, regador, balde, uma enxada.

    Na mesa, comida boa e conversa de sobra. Sem nada que distraia a pessoa, sabe como? Postar foto no Instagram enquanto prova a salada? Isso não existe em alguns lugares. Em bons lugares, que já começam a virar favoritos desta casa.

    O telefone não toca e ninguém sente falta. A campainha não toca. Para compensar, à noite, todos os sons se juntam. Sinfonia que mistura folha, bicho e barulho do vento.

    Sentada no banco caipira, que vale prêmio de design em qualquer lugar do mundo, tomo uma caipirinha (em homenagem ao nome) com o limão-cravo da árvore do quintal e não consigo imaginar algo mais luxuoso nessa vida simples e boa.

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27/02/2012

Bolo de coco

  • Só de ouvir o nome desse bolo já fico com água na boca. Se o bolo é lindo então... A querida Luana, a dos cupcakes, acaba de anunciar uma novidade: agora também faz bolos em versões não-miniaturizadas. O bolo de coco que ilustra este post é um dos muitos modelos de bolos customizados que ela já aceita como encomenda em sua lojinha. Aqui na Casa da Chris gostamos bastante da novidade. Sorte Luana!

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23/02/2012

Alguém me explica?

  • Alguém me explica, por favor, porque as embalagens brasileiras são tão toscas? Ok, há exceções. Mas observe bem, as mais bonitas e funcionais geralmente são modernizadas para pior. Exemplos: a lata do leite Moça era melhor antes de ter o bizarro formato de cinturinha de pilão. Seria um aviso do poder engordativo do produto? A garrafa caçulinha é melhor do que qualquer tipo de lata; pet então, nem vamos comentar... E tem ainda: lata de biscoito, saco de papel para embalar as compras, as deliciosas camadas de celofane rosa + papel alumínio do Sonho de Valsa que alguém inventou de mudar sei lá por que. Por que, meu Deus? Se salvam (ainda) a caixinha de Maizena que segue com seu simpático e eficaz saquinho interno de papel branco. A lata de Nescau. Mais alguma? São tão poucas que a gente nem lembra mais...

    A boa notícia é que no embalo dos produtos verdes, as embalagens já começam a ficar mais convidativas. Outro dia comprei um sabão de coco embalado em uma caixinha verde com papel fosco e tenho me rendido feliz aos sucos sem açúcar (outra invenção dos infernos essa de colocar quilos de açúcar em qualquer tipo de suco, que já é naturalmente doce, ok? Não precisamos desse tipo de doçura em excesso) e feitos com frutas de cultivo orgânico - todos embalados em garrafas de vidro, que gela mais fácil, é reciclável e não deixa cheiros estranhos no líquido que se pretende consumir.

    Uma dica para os inventores de embalagem: geralmente o que é simples e feito com capricho é mais interessante. Papel fosco, tipografia decente, poucas cores e bem combinadas, frases simpáticas e explicativas, fechos e tampas que realmente mantém o produto íntegro por mais tempo, tampas e fechos que abram sem causar nenhum tipo de lesão corporal ao consumidor. É pedir muito? Neste post, alguns exemplos de embalagens eficientes e belas e uma alternativa para disfarçar as embalagens feias que encontramos por aí: a trouxinha de tecido graciosamente criada pelos japoneses, a furoshiki.

    P.S. Imagens Pinterest e Simple Song

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22/02/2012

Pequenas delicadezas

  • Pode reparar: ultimamente, tudo precisa ser grande; as pessoas, famosas e ricas; os desejos, imensos! Precisa-se ser bom em tudo. Saber de tudo. Ler tudo, nem que seja em pequenas porções distribuidas entre, durante e depois das refeições. Resultado: ansiedade, vontade de sumir, falta de vontade de fazer qualquer coisa. Afinal de contas, tudo precisa ser gigante! Onde foram parar as pequenas delicadezas de cada dia? As profissões exercidas por gosto e não só pelo dinheiro. A vontade de fazer algo e não de ser alguém? Aproveitar o caminho em vez de se descabelar pelo fim - que ninguém nunca sabe no que vai dar. Então que o percurso seja de prazer e cheio de amor não é mesmo? É citando algumas das coisas que não saem da minha cabeça hoje que abro este post sobre miudezas. Pequenas plantações, representadas pelo terrarium dentro do velho açucareiro sem tampa herdado da tia Adelaide.


    Um momento de iluminação, talvez? Fazer suas próprias velas dentro de recipientes vazios e fofos, que teriam como destino o lixo reciclável mais próximo, me parece uma ótima ideia. Nos próximos dias devo seguir com a onda das pequenas fofuras, delicadezas e alguns pensamentos bons por aqui. Como disse um amigo (e um monte de gente no Twitter hoje): feliz Ano Novo queridos e queridas! Agora que a maior festa do ano terminou, vamos pensar em como festejar todos os dias com algo realmente bom para cada um de nós. Vamos?

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22/02/2012

Favoritos da Casa da Chris

  • Difícil encontrar esponja para lavar louça que não esfarele, que não risque copos ou panelas com revestimento de teflon e que, de preferência, deixe pratos, talheres e afins brilhando! Pois hoje, na minha ronda pelas lojas de 1,99, encontrei esta aqui. Macia e eficiente na hora de colocar em dia uma pia lotada de louça do feriado. Em uma lojinha de descontos pertinho de você.

    P.S. A esponjinha a foto foi encontrada em uma loja de 1,99 da Rua Frederico Abranches, no bairro de Santa Cecilia, em SP.

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17/02/2012

O i-Phone é o novo radinho de pilha

  • Outro dia me flagrei em um momento bizarro, andando de um lado para o outro da casa com o i-Phone sintonizado numa rádio gringa qualquer. Ao passar em frente ao espelho da sala, e forçadamente observar a cena, tive a certeza: o i-Phone é o novo radinho de pilha. Do alto da minha modernidade tecnológica, eu era o meu avô Eduardo com o rádio vermelho colado na orelha acompanhando a locução de um campeonato de futebol qualquer. Recordar é viver, não é mesmo? Nunca achei que seguiria a frase tão a pé da letra como neste momento. E a herança genética, tenho certeza mais uma vez, é a grande responsável também por nossos hábitos, especialmente os que repetimos assim, instintivamente.

    P.S. Você pode ser mais sofisticada do que eu e investir em um dock tão incrível como este da Urban Outfitters. Serve para i-Phone, i-Pad e ainda tem radio AM/FM. Garantia de alto e bom som sem a necessidade de percorrer a casa com o radinho na orelha feito o seu avô.

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