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Um dia de feriado em São Paulo. Nesta Casa, um dia de surto decorativo. Talvez seja a proximidade com o fim-do-ano. Ou só reflexo das minha próprias metamorfoses internas. A questão é que, embalada por um espírito de arqueóloga, regastei casacos de eras remotas de dentro dos armários. Limpei lustres com camadas de pó dignas de outra era que não esta que vivo. Limpei fio por fio dos milhões concentrados atrás da minha mesa de trabalho. Desembaracei tudo como quem desata os nós da própria vida. Ganhei uma cama turca de presente e, de repente, nada mais fazia sentido em seus lugares. Móveis então foram arrastados de um cômodo para o outro da casa. Novos arranjos decorativos foram feitos com o material disponível em armários e gavetas. Nem a garagem escapou. E de lá varri objetos que, de tão esquecidos, nem me lembrava mais da procedência. Foram um dia, afinal, usados? Talvez. Agora serão usados por outros, que farão deles usos muito mais nobres. E sobrou tempo ainda para uma pequena transformação - que durou menos de dez minutos e provocou gritinhos internos de felicidade doméstica. É em casa que traçamos planos, sonhamos com os próximos momentos felizes, portanto nem pense em achar excessivos os gritinhos de empolgação. Nada é demais quando é feito para nós mesmos. O resultado de uma das mudanças deste feriado de surto você confere no antes e depois deste post. Mais um momento Contact descontrol e prometo que paro por aqui.
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