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O modo básico passou longe daqui. Gosto de cores nas paredes, de um monte de quadros reunidos em um lindo grupo, como se fosse uma galeria particular; de corações enfeitando cada canto da casa, de rosas gigantes e também das pequenas. Também gosto de cortinas de fitas (pensando nisso, preciso trocar as minhas urgentemente!), de santos com vela e vaso de flor fazendo homenagem. E de rabiscos nas paredes, luzinhas de Natal o ano inteiro, bowls gigantes decorados com bolas vermelhas. Não sou básica portanto. Mas volta e meia me flagro apaixonada por ambientes como o desta foto, gentilmente "roubada" de um blog que adoro, o Desire to Inspire. Branco nas paredes, o chão de tábua com jeito de velho. Louças? Apenas as absolutamente necessárias ou totalmente pensadas para terem apenas um bom efeito decorativo - isso depende dos olhos de quem vê. Descobri hoje que esses momentos de amor aos básicos têm fundamento. Toda casa começa simples, para depois ganhar a cara de quem mora por ali. E se é para começar simples, que a simplicidade seja pensada para render sensações boas como a que tive ao ver esta foto. Back to basics? Também não vamos exagerar... Melhor começar com os básicos que serão o sustento de todo o resto. Enfeitar um pouquinho e, quando precisar, tirar da frente os excessos que, às vezes, atrapalham em vez de ajudar. É como arrumar o armário, limpar as gavetas, colocar a roupa de molho no balde - para ficar bem branquinha. Como a gente faz quando enxerga os próprios excessos. Hoje, mesmo vendo a casa toda colorida, me sinto um pouco básica. Será que passa?
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