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Blog da Casa da Chris

30/01/2012

O drama das sacolinhas

  • Já postei por aqui algumas vezes meu apreço por um estilo de vida um pouco mais eco-friendly. Coisas que não custam nada além de boa vontade. Reciclar o próprio lixo, por exemplo. Ou levar sua própria sacola para as compras. O assunto do momento, aliás, tem rendido controvérsias. Sabemos que alguém ganhará muito dinheiro (ou pelo menos deixará de gastar) com a extinção das sacolinhas plásticas do mercado. E também que gastaremos mais com sacos de lixo que não precisávamos comprar por conta das sacolinhas plásticas que costumávamos reutilizar como lixo. O que ganhamos então? A certeza de estarmos fazendo algo bacana pelo meio-ambiente. Mesmo que as intenções por trás das leis não sejam muito claras. 

    Como ainda estamos em fase de adaptação, algumas dicas para facilitar a nova maneira de encarar o supermercado:

    1. Deixe sacolas grandes e resistentes no porta-malas do carro e algumas menores, daquelas dobráveis, dentro do porta-luvas – para quando você for à padaria ou à farmácia.

    2. Na bolsa de todo dia, também vale adotar o hábito de deixar sempre à mão uma ou duas sacolinhas dobráveis.

    3. Para a feira, quitanda ou sacolão, a melhor pedida é o bom e velho carrinho - que pode ser o modelo tradicional, de metal, ou as novas versões, que parecem sacolas com rodinhas.

    4. Já para as compras de mês... outra polêmica. O que fazer? Imagino que os hipermercados não terão caixas suficientes para todos os fregueses. Uma boa ideia, portanto, me parece ser levar ecobags apenas para os produtos de geladeira e solicitar ao mercado o serviço de entrega para o restante das compras.

    5. Carregar suas próprias caixas de papelão para compras grandes é outra pedida, mas não acho muito prático ocupar todo o espaço do bagageiro com elas.

    6. A melhor pedida de todas, na minha modesta opinião, é aproveitar o embalo e mudar o hábito também da periodicidade das compras. Particularmente, sou fã de compras diárias ou semanais. Além de carregar menos peso, você ainda tem a chance de variar no cardápio. Compras de mês, em geral, acabam seguindo o mesmo molde de sempre. Enquanto idas diárias ou semanais ao mercado rendem inspirações culinárias e menos stress. Porque ninguém merece passar uma tarde de sábado inteira empurrando carrinho de compras, certo? Com sacolinhas plásticas ou não.

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27/01/2012

Caderno de anotações

  • Este é um post nada prático. Não falarei, portanto, de listas de supermercado ou da feira. O assunto é outro. E tem a ver com sonhos. Outro dia ganhei um caderno lindo. Tão lindo que não tiver coragem de escrever uma linha sequer. Cadernos lindos merecem propósitos igualmente belos. Especialmente por ter vindo de uma papelaria que eu amo em Buenos Aires. E, ainda por cima, pelas mãos de amigos muito queridos. Esta semana olhei fixamente para o caderno, que estava em exibição, sobre a mesinha da sala, enquanto seu destino era incerto. Hoje descobri o que ele guardará: todos os meus planos. Imagens, textos, pensamentos, inspirações variadas. Missão nobre. Que não é para qualquer objeto. Talvez faltem páginas. Mas esse já é outro assunto.

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26/01/2012

Dicionário de decoração

  • Você sabe a diferença entre uma Butterfly e uma Saarinen? Já ouviu falar de Charles Eames? Talvez sim, talvez não. Mas aposto que, dando uma espiadinha nas imagens abaixo, você reconhecerá as formas. Cadeiras que viraram ícones do design hoje são encontradas aos montes em réplicas que podem ser encontradas em pequenas ou grandes lojas especializadas em peças de decoração. Como gosto muito de conhecer a história por trás do que vemos (e gostamos), resolvi iniciar a série de posts Dicionário de Decoração. Vez ou outra você encontrará por aqui algum dado extra sobre móveis e objetos que têm alguma história para contar. Na imagem que abre este post, cadeiras inspiradas no modelo criado por Arne Jacobsen nos anos 50.

    A cadeira Butterfly foi criada em 1938 e é uma das campeãs de réplicas. Todas as lojas de fast decor tem (ou já tiveram) uma versão em seus catálogos.

    A cadeira Tulipa, de 1955, é invenção do designer Eero Saarinen. Uma das peças de mobiliário que mais remetem aos ambientes futuristas que reinaram nos anos 60.

    Charles Eames é o nome por trás das cadeiras amadas por nove entre dez consumidores de design ou de cópias de peças de design. O modelo original, DAR (Dining Armchair Rod) é de 1948 e carrega em sua história a fama de ser uma das primeiras cadeiras de plástico produzidas em larga escala.

    A cadeira Barcelona é de 1929. Foi desenhada especialmente para a Exposição Internacional de Barcelona por Ludwig Mies van der Rohe. Parece absurdamente moderna em 2012. Bom design é assim: não envelhece nunca!

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24/01/2012

Parece, mas não é...

  • Cerâmica falsa sobre a mesa para encontros verdadeiramente surpreendentes! Esse parece ser o espírito da coisa. As louças de mentira, Made in Japan, são descartáveis. Têm a mesma delicadeza da finíssima porcelana japonesa, mas são feitas de papel.

    As loucinhas da Wasara são produziadas a partir de ingredientes como o bagaço de cana e a fibra de bambu. São firmes, levíssimas e aguentam quentes e frios sem restrições. Quase nunca uso descatáveis, só quando é realmente necessário. Mas desses eu gostei muito. Pena que não tem por aqui...

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23/01/2012

Bastidores da moda

  • Semana de SPFW é aquela loucurama de sempre. Mil editoras de moda de óculos escuros, duzentas mil fotos da primeira fila dos desfiles, um milhão de comentários sobre cortes, comprimentos, estampas, caimentos e afins. Cansa só de ler, afe! Mas não é que rolou um aperitivo fashion (e sem afetações) para a Casa da Chris? Esta manhã estive no showroom da TexPrima - empresa que fabrica alguns dos tecidos mais bacanas usados em criações de estilistas como Alexandre Herchcovitch, Walter Rodrigues e Gloria Coelho, só para citar alguns dos famosos fregueses da empresa. Foi uma manhã de trabalho gostosa, com direito a referências, informações e, principalmente, inspirações – vocês nem imaginam quantas histórias passam pela cabeça de quem cria coleções, estampas e escolhe as cores favoritas de uma temporada de moda...

    Depois de ver tanto tecido para costurar vestidos, calças e casacos, tratei logo de perguntar sobre o que mais nos interessa por aqui: tecidos para vestir a nossa casa. E não é que rolou uma surpresa daquelas? Alguns andares acima, fui apresentada aos tecidos decorativos da Promex Decor - linha especializada em tecidos para cortinas e estofados. E lá estava o que eu buscava há tempos: tecidos com metragem suficiente para revestir sofás e poltronas e com estampas muito diferentes das habituais flores, listras e xadrez. O tecido que reveste o sofá que abre este post, e que aparece no detalhe, é uma das criações da designer Anna Milliet que logo mais estará em uma tecelagem pertinho de você.

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19/01/2012

De volta aos básicos

19/01/2012

Apenas o que realmente interessa...

18/01/2012

O passado me condena

  • O seu passado, provavelmente, também diz muito sobre você. Especialmente quando o tema gira em torno de festividades infantis. Não adianta tentar me convencer de que os heróis do momento são o que os pimpolhos querem e ponto final. Festa de criança, para mim, vai ter sempre um gostinho nostálgico. Será que as crianças vão gostar? Acho que sim. Afinal de contas, hoje, ontem e amanhã, tanto faz, as referências infantis são mais ou menos iguais. Eu acho... Criança gosta de brinquedo. Isso é certo. E foi de uma loja de lembrancinhas de aniversário, brinquedos, cadernos e canetinhas (coalhada de mães comprando material escolar) que tirei a inspiração para este post.

    Na minha cesta, foram parar moldes para brincar na areia, homenzinhos, peixes e outros bichos de plástico. Desses bem baratinhos, ótimos para rechear saquinhos de surpresas.

    Gastei muito pouco em decoração de sobra para meus mini-bolos. Mil perdões, mas ando um tanto enjoada de cupcakes... A receita? Fiz um bolo de chocolate na forma retangular. Assim que ele ficou pronto, esperei esfriar um pouco e recortei cinco mini-bolos com dois tipos de moldes diferentes: redondo e retangular. Cada um dos bolinhos foi recheado uma camada generosa de brigadeiro incrementado com creme de leite - como na receita do bolo de chocolate molhadinho do "Almanaque das Festas Instantâneas".

    Para a cobertura, fiz uma medida de marshmallow, que separei em cinco partes: duas fiacaram orginalmente branquinhas, as outras duas foram coloridas com tons de azul, rosa e marrom.

    A decoração foi inspirada nas minhas lembranças de infância. Sonhei com peixes esta noite e, por isso, o bolo do peixe vermelho abre este post. Esse e os demais bolinhos ficam como inspiração para suas próximas aventuras culinárias destinadas aos pequenos. A ideia é substituir o bolo grande por vários menores. Os retangulares rendem cerca de cinco fatias de bolo. Os redondos, menorzinhos, duas fatias gordas. Dá mais trabalho? Sim! Em compensação é muito mais divertido preparar vários bolinhos customizados do que apenas um. Espero que você se divirta tanto quanto eu me diverti ao realizar este trabalho!

    P.S. O nome da lojinha inspiradora deste post: Akitem - Rua Martim Francisco, 185, tel.: 11 3825 4969.

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17/01/2012

Amor outra vez

  • Às vezes acontece... Você acha que está acostumada com aquele sentimento, não fica mais arrepiada só de olhar para o objeto do desejo, acha que são tempos que não voltam mais... Mas um dia você acorda e percebe que a emoção é a mesma; que, sim, você ainda sente um frio na barriga e, quando se dá conta, está apaixonada de novo. Aconteceu comigo neste início de ano. Não sei se é o efeito da chuva, que deixa tudo levemente romântico quando avistado do lado de dentro da janela, ou das metamorfoses domésticas do final do ano passado. A questão é que estou novamente apaixonada pela minha casa. Olho o sofá cheio de almofadas, agora beirando a janela, de onde assisto a chuva com um sorriso estampado no rosto. Prazer, esse orgulho é todo meu! Piso descalça nos tapetes, agora espalhados por todos os cômodos, e acendo as luzes, todas amareladas, uma a uma, sempre que anoitece, agora tardiamente, já com vontade de me esparramar na cama fofa de sempre - mas que, depois de um tempo de indiferença, vejo com olhos de estreante mais uma vez. Às vezes acontece. Mas, para isso, é preciso esforço, capricho e olho vivo nos detalhes. Como fazemos com os amores de verdade, os de carne, osso e alma.

    P.S. Amanhã você encontra surpresas suculentas por aqui - início dos festejos dos oito anos da Casa da Chris, preparadas?

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16/01/2012

Agenda da semana

  • Fala-se muito de falta de tempo para isso e para aquilo. Faz-se pouco com o nada de tempo que sobra. Ouço muito a frase: "mas você tem tempo para fazer essa coisas". Correção: tenho tempo porque trabalho duro para que ele renda. E me interesso pelo que gira ao meu redor, o que pouca gente faz em tempos de umbigolândia. E isso pede tempo: para ouvir e para entender o que os outros dizem. Pode reparar que tudo o que é bom pede um tempinho extra: beijo, bolo incrível (daqueles com muitas camadas), amasso, brigadeiro preparado com a colher girando lentamente pelas beiradas da panela, suspiro, livro. Não dá para fazer essas e muitas outras coisas boas sem o mínimo de tempo necessário. A melhor delas, aprender. Não se aprende sem tempo. Por isso moças espertas arrumam um jeito de encaixar na agenda algo novo para aprender. Abrem um livro no meio da tarde, no intervalo do café, se viram para descobrir novos pontos de tricô (para exercitar neurônios mal-acostumados a movimentos repetitivos e que nunca saem do mesmo lugar), testam novas receitas - de bolo até cafuné. Quem não arruma tempo fica escravo da mesmice. Casa igual, vida igual, você mesma: sempre igual. Então vamos aproveitar que hoje é segunda-feira e já abrir espaço para as novidades desta semana. E das próximas. E da vida inteira. Que tal?

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