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Ontem fui conferir as novidades da Mega Artesanal. Foi minha primeira vez na feira e não tinha a mínima ideia do que encontraria pela frente. A missão principal era encontrar acessórios de interesse pessoal: tricô e bordado mais especificamente. Apenas o Rei do Armarinho me salvou. Primeiro investimento: dois novelos de lãs especiais. Coloquei na sacolinha o Big da Cisne (com fio espesso) e o Florata da Círculo, que me deu vontade de começar um novo trabalho na hora. Se eu tivesse ido à 25 de Março, provavalmente encontraria os produtos sem dramas e por um preço até mais amigo. Mas a intenção do programa era conferir o que há de novo nesse mercado e não só sair comprando feito uma louca.
Depois de uma meia hora de feira, o negócio começou a complicar... Hordas de mulheres chegavam em caravanas. Cotoveladas e bolsadas no percurso dos corredores tornaram-se frequentes. Me defendi como pude. Quando vi, já tinha me enfiado na fazendinha do Peter Paiva, o moço especializado em criar sabonetes de todos os formatos possíveis. A tentativa de me safar das animadíssimas habitués da feira rendeu uma boa surpresa: o cara sabe o que faz. Além dos fofos sabonetes de frutas, encontrei uma linha completa assinada por ele para quem deseja fazer os próprios sabonetes em casa. Gostei muito dessa parte porque acho que o artesanal é, em primeiro lugar, algo que fazemos para nós mesmos.
Sei que tem muita gente que vive disso, que cria artesanato para vender e, talvez por isso, a maior parte dos estandes da feira seja voltada a quem faz para vender e a quem vende artesanato. Talvez por isso eu não tenha encontrado um único quiosque com coisinhas bacanas para bordar - algo que costumo fazer com certo prazer para mim mesma ou para quem gosto muito.
Outra boa surpresa foi encontrar um artigo que procurava há tempos: um lápis de transfer. Funciona assim: você risca um desenho no papel e, depois, passa a ferro sobre o tecido que será bordado. O lápis japonês garante até três cópias por vez. O lugar salvador, dessa vez, foi o estande da Scrap Sampa – onde ainda encontrei os simpáticos adesivos de tecido com jeito de antigamente que ilustram este post.
No mais, a feira oferece fartura de objetos de madeira, moldes, tintas e pincéis para artesanato, tecidos e o principal: inspiração de sobra para quem valoriza tudo o que é feito à mão. Caso decida encarar a aventura no fim de semana, vá munida de muita paciência para enfrentar multidões femininas eufóricas e preparada para o valor abusado do estacionamento: R$ 30,00. A Mega Artesanal vai até domingo, no Centro de Exposições Imigrantes.
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