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Blog da Casa da Chris

31/10/2009

Arte feita de açúcar

  • A suculenta pintura que ilustra este post, intitulada "Love Me", é obra do norte-americano
    Will Cotton, que aprendeu a assar bolos para criar os modelos de seus trabalhos. É dele também a ideia de abrir uma confeitaria temporária em Nova York, planejada para funcionar durante três domingos deste mês: 8, 15 e 22 de novembro na loja Partners & Spade, no NoHo - uma das áreas mais cobiçadas de Manhattan. Cotton passou anos aperfeiçoando suas técnicas culinárias, inclusive com chefs confeiteiros franceses, para produzir bolos, tortas e macarrons que aparecem em suas pinturas. Todas essas delícias poderão ser provadas na vida real durante os dias de funcionamento da confeitaria temporária. No detalhe, outro trabalho suculento de Cotton, que define nos seguintes termos a "doçura" de sua arte: "O doce representa tudo o que desejo pintar: a pureza, o aroma, o desejo e o sonho da mais completa indulgência em um mundo perfeito. Mas a doçura, em níveis extremos, assim como aparece em minhas telas, pode também tornar-se repulsiva e isso é que o mais me interessa." Ok. Ele é o artista, sabe do que está falando. Mas por aqui não temos problemas com a doçura, mesmo que ela esteja acima dos padrões permitidos.

     

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31/10/2009

Sebo de livros de cozinha

  • Uma livraria virtual só com títulos de cozinha e todos vintage! O achado,
    Old Cook Books, veio da minha amiga Andrea, que além de criar modelos lindos para a Pilar, anda as voltas com a construção de um forno à lenha no quintal de sua simpática casa. Porque fazemos de tudo um pouco por aqui, não é mesmo querida? Selecionei estas duas sugestões, mas tem muitas outras por lá. Tudo muito organizado, com preços bacanas e opções para todos os gostos. Pelo que averiguei, eles não entregam no Brasil, apenas nos EUA e no Canadá. Fica como dica para quem conhece alguém por aquelas bandas ou pretende dar umas voltinhas por lá.

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31/10/2009

Bipolaridade doméstica

  • Ir do estado de fofura master para ímpetos assassinos (mesmo que imaginários) é algo que ocorre eventualmente nesta casa. Aqui dois exemplos da bipolaridade doméstica: o jogo de xícaras de medidas em formato de matrioskas russas e a faca com vestígios de sangue. Bom é saber que, em ambos os estados de espírito, o que importa, sempre, é manter o bom-humor.
    As utilidades para o lar fazem parte da vasta coleção de maluquices sempre bem-vidas da Fred & Friends.

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29/10/2009

I wish I could...

  • Um pouco mais de bagunça, uma caixinha de doces incertezas, um pacote de sonhos bem fresquinhos e polvilhados com bastante açúcar; o que já está certo bem guardado no armário de mantimentos, espuma de sabão para limpar pensamentos estranhos e força para o impulso de saltar sem medo de se espatifar no chão. Imagem gentilmente roubada do Desire to Inspire, site sempre favorito nesta casa.

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29/10/2009

Novidades saindo do forno

28/10/2009

Edição histórica

  • Ai, me deu até taquicardia quando recebi as fotos. Para uma fanática por embalagens e rótulos, esta edição comemorativa do Leite Moça não poderia ser melhor. São cinco reedições: 1937, 1946, 1957, 1970 e 1983. Claro que elegi como favorita a mais antiga. Sigo acreditando que as pessoas sabiam desenhar embalagens muito mais bacanas no passado e foram desaprendendo com o tempo. Mesmo com o formato bizarro da latinha (outra invencionice dos tempos modernos), os rótulos ficaram incríveis. Só para registar, o Leite Moça chegou por aqui em 1890, muito antes das nossas avós. As latinhas comemorativas ficam nas prateleiras dos supermercados até o fim do ano. Aposto que vão vender feito pão quente às cinco da tarde.

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28/10/2009

Novidade na loja da Casa

  • Mais uma novidade acaba de aterrissar na Loja da Casa. A simpática cafeteira funciona com uma Bialetti, o modelo italiano mais famoso dessa categoria. A água ferve na base, passa pelo pó de café e, pronto, café fresquinho em minutos. Preço do mimo? R$ 52.

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27/10/2009

Faça em casa

  • Achei que já tinha parado com o Contact por aqui. Que havia superado manifestações inconscientes da infância, quando era platéia enquanto minha mãe recortava e colava margaridas de adesivo nas paredes, armários e eletrodomésticos da cozinha. Mas não, hoje tive uma recaída. Inventei então este painel sobre a cama, que reúne três ingredientes: o próprio Contact, papéis de scrapbooking que haviam sobrado da última invencionice doméstica (as bandeirinhas, lembra?) e um recorte de madeira bem fininha, originalmente feito para improvisar caixinhas de marchetaria. O segredo é colar o adesivo com capricho, para não deixar bolhas aparentes. E segurar as pontas dos papéis com cantoneiras usadas em álbuns de fotos, o que também possibilita que você troque os papéis decorativos sempre que tiver vontade.

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26/10/2009

Doçura doméstica

  • Depois da tempestade vem a bonança (eu sei que é cafona, mas foi inevitável...). Depois de uma briga, às vezes, vêm uma dúzia de beijos. Às vezes não vêm. Ou vêm de outro jeito. Uma dúzia de bolinhos doces chegaram nesta tarde à minha porta. Mimo da
    Cupcakeria, que inaugura hoje seu site para encomendas de delícias online. Mais um. E dos bons. Na tentativa de recuperar minha dose de doçura roubada, provei um assim sem escolher muito. Uma bolinha de chocolate cremoso com recheio de maracujá. Sabor da combinação favorita na Brunela. Duas bolas de sorvete: um muito doce, outro azedinho. Pedido feito incontáveis vezes em um tempo em que a vida era feita só de açúcar. Nos dias atuais, combina muito com gosto de festa. Abri logo a garrafa de espumante da geladeira. Para festejar o próximo momento de doçuras mil. Para deixar a sua vida mais doce, o telefone da Cupcakeria: 11 5084 1089.

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26/10/2009

Fúria doméstica

  • Todos estamos sujeitos a momentos constrangedores nesta vida. Como sempre relato por aqui as proezas desta dona da Casa, não posso poupá-las das não-proezas. Talvez você já tenha passado por isso, mas esta foi a minha primeira vez. De entrar em uma locadora com o aparelho de DVD nas mãos, debaixo de chuva, como prova de que não sou uma criminosa que rouba DVDs que nem mesmo conseguiu terminar de assistir. Vamos aos fatos anteriores a esse momento de exibição pública da própria incapacidade destruidora. "A bela June" resolveu empacar dentro do aparelho. Contei até vinte. Desliguei e liguei o aparelho mais trinta. Tirei da tomada, pus em outra, carreguei a pilha do controle remoto (vai que funciona, não é mesmo?). Nada. O negócio não saia de lá de jeito nenhum. Num arroubo de fúria, com meu coração de manteiga derretido, cogitei a possibilidade de jogar o aparelho na parede. Talvez ajudasse a atenuar pelo menos um dos problemas. Se o DVD saisse de lá, seriam dois resolvidos de uma só vez. Golpe de mestre que não deu certo. Pensei no estrago da parede, nas avarias sobre os tacos do apartamento, no susto que o gato poderia tomar. Resolvi então partir para técnicas mais apuradas de extermínio da dor. Com a chave de fendas em punho, arrebentei a parte da frente do aparelho. Nada. Camadas decorativas foram caindo aos pedaços e abrir que era bom, nada. Em algumas batalhas, é preciso dar-se por vencida e pedir ajuda. E aqui voltamos ao começo da história.
    Eu - Olha só, vim devolver o DVD, mas ele está aqui dentro, ó!
    Mulher da locadora - Sinto muito senhora, não podemos abrir o seu DVD, a senhora deve levá-lo a uma assistência técnica primeiro para checar se o problema foi nosso.
    Eu - Não estou falando que o problema é de vocês, é meu mesmo. E acho que não vale a pena gastar dinheiro com um aparelho que já foi parcialmente destruído pelas minhas próprias mãos.
    Mulher da locadora - Sinto muito (já virando as costas).
    Eu - Alguém tem uma chave de fenda? Alguma coisa capaz de arrombar isso aqui (já um pouco exaltada)?
    Mulher da locadora - Não temos ferramentas aqui.
    Moço bacana ao lado (sussurando assim que a moça saiu de cena) - Será que isso resolve? (mostrando um pedaço de ferro retorcido retirado da gaveta)
    Eu (engolindo o choro) - Acho que sim...
    Moço bacana ao lado (temendo que eu começasse a chorar no balcão em pleno horário de pico do estabelecimento) - Pronto! (olhar de macho muito satisfeito com a proeza de destruir completamente meu DVD em segundos).
    Eu (arrancando o instrumento das mãos dele e fingindo ter sido eu mesma a autora da façanha e confessando secretamente a ele que não tinha forças de fazer o serviço sozinha) - Ufa! Consegui. Será que dá para não cobrar a multa (ainda com ameças de lágrimas nos olhos)?
    Mulher da locadora - Dá sim, você só vai pagar a locação de um dia.
    Eu - Muito obrigada. Acho que vou ficar uns dias sem aparecer por aqui... quer dizer... até comprar outro aparelho.
    Moço bacana ao lado - Sorri com a satisfação de ter socorrido uma moça em apuros.

    Devia ser assim sempre, não?

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