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Blog da Casa da Chris

17/04/2014

Casa de boneca



  • Enquanto a nova Casa da Chris está em construção... um post antigo, que gosto muito e segue mais atual do que nunca.



    Na mesma semana duas pessoas me fizeram a mesma pergunta: como havia começado a minha relação com as coisas da casa. Aí parei, voltei um pouco no tempo e percebi que sempre tive uma ligação amorosa com casas de modo geral. A casa das fofoletes, feita de caixa de sapato, a das Susis e Barbies, que viajava numa sacola imensa, como se fosse uma Tok & Stok ambulante, cheia de móveis, apetrechos, coisinhas de cozinha... Essa era montada em qualquer lugar, feito um acampamento nômade. Ia para a casa da Gisele, das primas, das avós e também era montada em domicílio próprio, com certas restrições no dia de faxina – quando tudo voltava para a sacola, para ser montado de novo. E era justamente essa a graça da brincadeira. Mais tarde vieram os dias no quartinho dos fundos, que virava a casa de duas comadres muito loucas, que criavam bonecas diferentes a cada sessão da tarde. Um dia tinham três filhas, no outro uma só. Às vezes o lugar virava um berçário, para que nenhuma boneca ficasse triste.

    Depois que o tempo das brincadeiras acabou, tardiamente no meu caso, vieram outras relações. Como gostava de desenhar, passei a riscar “plantas” na minha escrivaninha. Ficava de olho quando meus pais visitavam alguma loja de armários de cozinha e logo inventei minhas próprias perspectivas, que viravam modelos que nunca saíram do papel, mas que me deram vontade de ser arquiteta. Passei anos com uma certa idéia fixa a esse respeito, que passou na época do vestibular. Fui percebendo outras habilidades e a vontade de criar espaços novos ficou entre as quatro paredes de meus diversos lares. E neste site, que nada mais é do que uma brincadeira de casinha com ares mais tecnológicos. É aqui que eu coloco tudo o que eu acho bonito, as dicas que fui aprendendo em conversas com gente que entende do assunto e, principalmente, tento passar, a cada dia, uma nova maneira de deixar o dia-a-dia um pouco mais festivo.

    A casa, como os humores da gente, está sempre em metamorfose. Ou pelo menos deveria estar. Se a sua não estiver, pare um pouco e pense com seria mais divertido passar para o lugar que você habita um pouco da sua personalidade, do seu jeito de lidar com a vida. Quem já se sente em casa neste espaço costuma me escrever, só para contar o que mudou ou o que vai mudar em casa. Pedem dicas, contam truques que aprenderam. E se identificam com um jeito de viver em casa que também pode ser adotado por você. É só abrir um espaço e deixar a garota que brincava de casinha voltar a dar as coordenadas. Quer apostar como você vai se divertir muito mais?

    Foto gentilmente roubada do Pinterest

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14/04/2014

Zen em casa



  • Outro dia fui a um evento muuuito zen na casa da minha professora de yoga. Recebi o convite para uma noite especial, em homenagem a Ganesha, um deus hindu com corpo de gente e cabeça de elefante, e fui conferir. Diz a lenda que as crianças ficam loucas com ele por conta do punhado de doces que ele carrega em uma das mãos e também porque ele tem cara de elefante. Eu, criada ouvindo histórias de elefantes que brotavam da imaginação fértil do meu avô Caetano, não precisei de muito para simpatizar com ele – mesmo já grandinha.

    A festividade rolou na maior ambientação zen, claro. Velas espalhadas por todos os cantos da sala, incenso aceso o tempo todo, uma cantora de músicas de yoga entoando hits ao vivo! Aos convidados, restava entrar no clima e... cantar junto. Mais de uma hora e meia depois, o gran finale: brigadeiros, doces de leite e beijinhos distribuídos aos presentes e uma sensação de alívio coletiva. Não precisou de muito: só um pouco de música e gente disposta a mergulhar de cabeça na comemoração – que foi boa justamente porque foi simples.

    Saí de lá com alguns brigadeiros extras na bolsa e uma sensação ótima. E comecei a imaginar como seria bom fazer uma pausa dessas sempre que possível em casa, sem precisar de uma data especial ou de pequenas multidões de convidados. As revistas de bons fluídos, alto astral e similares vivem divulgando os benefícios da meditação, de um altar montado em algum cantinho de casa e de um monte de outras coisas bacanas que sempre deixamos para depois, não é verdade?

    Então, a partir de agora, que tal agendar um tempo também para fazer um pouco de nada em casa? Para ficar em silêncio por 15 minutos que seja, para encarar suas plantas com mais paciência no fim de semana, para relaxar ouvindo um CD que você goste muito, paradinha, só com seus pensamentos. Estava sentido falta desse tipo de pausa e acho que foi por isso que curti tanto a festinha de Ganesha.

    Vale ainda adaptar um espaço ocioso da casa para colocar um pouco de tudo o que você gosta. Um quarto de despejo com pouco uso (além de acumular coisas velhas e sem uso) pode virar uma salinha de prazeres com recursos simples e baratos. Troque coisas sem uso por apenas um tapete disposto no centro do ambiente. Monte um altar com coisas que lhe façam bem. Compre um maço de flores e mantenha o seu espaço sempre perfumado. Disponha algumas almofadas pelo chão e divirta-se com seus próprios sonhos. Alguém já disse que pensamentos bons atraem coisas boas. Então por que não tentar? Tente e depois me conte como foi.

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09/04/2014

Caprichosa, eu?



  • Na casa das minhas avós, a hora do café da manhã era sagrada. A mesa estava sempre bem posta, com guardanapinhos ao lado das xícaras, as frutas descascadas sobre um prato bonito e o café preto bem guardado na garrafa térmica. O pão quentinho era então aberto para receber uma boa camada da manteiga – que havia saído da geladeira pelo menos meia hora antes – e então chegava o leite fumegante, na jarra mais bonita da casa, exatamente na hora que o último conviva se sentava à mesa. Nessa hora, começava o ritual de todos os dias. Praticamente um evento gastronômico. Era difícil começar o dia de mau humor.

    Lembrei disso outro dia ao me flagrar lendo o jornal sobre uma mesa sem toalha. Ao meu lado, uma nada charmosa xícara de leite com café sem pires, acompanhada de um pão de forma besuntado apenas com geléia, já que a manteiga estava gelada demais e, certamente, destruiria seu frágil miolo. Tentei resgatar na memória qual tinha sido a última vez que havia posto a mesa com capricho de manhã e não consegui me lembrar. Talvez num hotel? Mas aí era capricho de outro... Só consegui me lembrar das palavras ouvidas em uma palestra recente. Algo como: “o capricho na rotina é fundamental”. Não tive a menor dúvida.

    Na tal palestra, uma moça muito sabida falava sobre os benefícios de uma rotina bem vivida. Convenceu a mim e a todos os presentes de que, realmente, era muito melhor fazer o que é preciso fazer com capricho do que viver com o nariz torcido. O que faz todo o sentido do mundo. E explicou, acima de tudo, que a rotina não deve ser vista como algo ruim. Pelo contrário, é por causa dela que passamos a achar acontecimentos extraordinários (uma dia fora da rotina) muito legais. Não faz sentido para você também?

    Então vamos voltar ao exemplo do café-da-manhã... Tudo bem que dá mais trabalho arrumar uma mesa bonita quando você acabou de abrir os olhos, mas se você for pensar nos benefícios dessa prática tão singela talvez mude de idéia. Acordar dez minutos mais cedo pode ser um incentivo inicial para um momento-hotel em seus próprios domínios. Experimente amanhã mesmo a sensação e repita pelo menos por três dias seguidos. No quarto dia é bem provável que você esteja tão mal-acostumada com a autopaparicação que não consiga se imaginar em outro cenário logo pela manhã. No quinto dia, mude um detalhe ou então estréie uma xícara nova, aquela que você fica sempre esperando ter um bom motivo para usar.

    Os jogos americanos que ficam mofando na gaveta também podem entrar em ação nessa hora. Escolha uma cor para cada dia da semana. Compre um acessório para fazer espuminha de leite sobre o café ou invente um novo layout para a distribuição dos pratos. Quando você se der conta, já estará pensando no tipo de pão que vai comer no dia seguinte. E também vai resolver gastar um pouco mais com uma geléia incrível, só para começar mais um dia com um gostinho diferente

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04/04/2014

Surpresas de coração



  • A Páscoa sempre foi como um segundo Natal na minha casa, só que com versões variadas a cada ano. Ao contrário do almoço de fim de ano, ótimo, mas sem muitas alterações no script, o dia de Páscoa tinha um enredo original a cada ano. Lembro de corridas em busca do ovo realizadas no quintal da minha avó Luiza, que sempre esquecia aonde havia escondido um dos dez ovos dos netos – o que gerava um certo stress entre os primos e, às vezes, até lágrimas desesperadas – sanadas sempre com um brinde especial para o coitado que ficava sem encontrar nada, mas nunca sem as tão esperadas guloseimas.

    Também não esqueço do dia em que minha mãe resolveu se vestir de coelho da Páscoa e invadiu o quarto de seus três “pimpolhos” (eu já tinha 18 anos, veja bem...), em pleno domingão festivo, a bordo de um baby-doll, orelhas de cartolina enfeitadas com algodão e uma cesta cheia de ovos de chocolate. E também do dia em que ela resolveu esconder miniovos (os favoritos do público) pela casa inteira e esqueceu de um dos esconderijos (uma coisa hereditária, suponho...) – descoberto horas mais tarde, quando ela resolveu fechar as janelas e eles deslizaram em cascata pelo chão do quarto, formando um suculento tapete de bolinhas de chocolate embrulhadas em papel colorido.

    O mais inesquecível de todos os almoços de Páscoa, porém, foi em território caiçara. Em pleno litoral norte paulista, família inteira reunida em uma casa com apenas três quartos e um batalhão de crianças enlouquecidas para distrair e minha avó decide esconder os ovos a céu aberto, em moitas variadas espalhadas por muitos metros quadrados de grama, arbustos e árvores da área de lazer de um condomínio fechado. Acho que foi a busca aos ovos mais emocionante da temporada. Lembro direitinho de flashes de crianças correndo feito loucas pelo gramado, com os cabelos grudados na testa de tanto calor, sacando seus tesouros açucarados dos mais incríveis esconderijos. Meu primo Marcos, pelo que me lembro, achou uns três – o que significa que alguns ficaram a ver navios novamente, mas não por muito tempo, já que as regras da corrida eram claras: apenas um ovo por neto e não tinha discussão.

    Esta semana lembrei também de outra farra ótima envolvendo bombons e convivas de idades variadas. Um dos enredos de Páscoa estrelados pela minha família incluiu uma cena cinematográfica: um ovo gigante pendurado no lustre sobre a mesa de almoço. Era tão grande que a preocupação maior era se haveria sobreviventes ao final do encontro caso ele despencasse acidentalmente sobre a travessa de bacalhau logo abaixo. Felizmente ele resistiu firme e forte até a hora da sobremesa, quando, em um momento glorioso, seu Caetano resolveu dar uma martelada no dito cujo, liberando uma chuva de bombons e lascas de chocolate - inédita até então.

    Como faz tempo que não participo de eventos dessa magnitude, fico pensando se os pais e avós de agora ainda bolam surpresas nessa época do ano ou se confiam apenas na que vem no recheio do ovo comprado no supermercado do bairro – que pode durar apenas o tempo de desamarrar o lacinho da embalagem...

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03/04/2014

Para variar no cardápio



  • Uma boa forma transforma um bolo comum em algo espetacular. Praticamente um evento. Os dois bolos que ilustram este post não me deixam mentir. Eles figuram entre as delícias da Crazy for Cakes e são ótimas pedidas para incrementar o almoço de Páscoa.



    O Bolo Cookie tem recheio de chocolate branco. Já o bolo em formato de coração, classificado como "emocionante" pela doceria, entra na categoria "bolo simples", com massa de chocolate, sem recheio ou cobertura – par perfeito para uma xícara de café ou chá. Servida?

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